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Em 27 de maio, o vice-presidente da CBF, José Maria Marin, e outros seis dirigentes da Fifa, foram presos em um hotel em Zurique, na Suíça, sob acusações de corrupção. Marin segue preso. Após o escândalo, Joseph Blatter renunciou à presidência da Fifa. Depois da ação, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, não viajou para as reuniões do Comitê Executivo da Fifa, não acompanhou a seleção brasileira na Copa América do Chile, nem em amistosos nos EUA Não viaja para o exterior por medo de ser preso. Os efeitos cascata das prisões na Suíça continuam e estão decretando o fim de um corporativismo danoso e cartorial, feito de apadrinhamentos e mamatas, que sugou até a última gota do empobrecido futebol tupiniquim. Se antes dava prestígio posar de aliado da CBF, agora pega bem ser contra. Os amigos da CBF viraram o cocho. Mais um jogo de cena de uma politicalha que se arrasta por décadas. Encurralado por denúncias, Del Nero não quer bater de frente com dirigentes de clubes e federações. Quer a Liga não querendo. Brigado com Flamengo e Fluminense, o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, não quer a Liga; para não brigar com Grêmio e Inter, o presidente da Federação Gaúcha apoia a Liga. Com uma CBF moribunda, acéfala, com presidentes de federações em lados opostos, os dirigentes de instituições sentem-se encorajados para reivindicar direitos simples como o da criação de uma Liga. Exigem o estabelecimento do princípio básico de que a CBF e as federações devem ser subordinadas aos clubes. O castelo corporativista que unia CBF e seus penduricalhos e que vinha matando o futebol nacional está ruindo. São os efeitos de um escândalo ainda num primeiro estágio. Muita coisa ainda está por vir.