Hiltor Mombach

Os "pais" de Everton

Nunca vi jogador ruim de bola ter descobridor. Quando são bons, aparecem vários “pais”

Nunca vi jogador ruim de bola ter descobridor. 
Quando são bons, aparecem vários “pais”. 
Cometendo uma verdade exagerada diria que Everton é fruto de vários acontecimentos, o principal deles a perseverança própria. 
Duvido inclusive que ele teria chegando ao selecionado se Pedro Rocha não tivesse sido negociado. 
Lembrando que quando da venda do atacante Pedro Rocha, Everton chegou a ser preterido em muitos momentos com Fernandinho indo jogar na esquerda. 
O futebol de Everton não enchia os olhos como hoje. 
É um destes jogadores que só faz crescer com o tempo. 
Resumo da ópera: o “pai” de Everton é o próprio Everton.
Everton teve sua primeira chance nos profissionais em 19/01/2014 no time B do Grêmio treinado por Mabília. 
Entrou no segundo tempo, mudou a cara ofensiva do time, mas não evitou a derrota para o São José por 1 a 0 pelo Gauchão.
Abaixo, minha crônica postada no blogue em  05/11/2017. 
Renato tem seus bruxos. 
Nada contra, todo treinador tem. Ênio Andrade tinha os seus. Um deles, Heider. 
Para escalar Everton desde o começo da partida, pressuponho que Renato tenha que sacar um dos seus bruxinhos e reluta. 
Só isto explica o atacante sentar no banco de reservas. 
Não consigo encontrar outra explicação. 
Eram 23min do segundo tempo e o Grêmio levava 1 a 0 do Flamengo na Arena. 
O Fla era melhor em campo. Renato sacou Fernandinho e mandou entrar Everton. 
Um minuto depois o garoto tocou pela primeira vez na bola. Para empatar. 
Aos 26min tocou pala segunda vez. 
Para virar. 
Em 3min Éverton mudou o panorama do jogo. 
Luan ampliaria, fazendo Grêmio 3 x 1 Flamengo. 
Retomo o assunto Everton. 
Sou insistente. 
Para lembrar que não vai muito ele disputava a vaga com Pedro Rocha em melhores condições técnicas. 
Ninguém puxa um contra-ataque com a velocidade dele. 
O terceiro maior goleador na história da Arena com 16 gols é banco. 
Inacreditável!