Hiltor Mombach

Os quero-queros da Famecos e a matemática do Inter

Até os quero-queros da Famecos, na PUC, onde estarei nesta terça-feira à tarde ao lado do companheiro Carlos Corrêa para uma oficina sobre jornalismo, evento comemorativo aos 120 anos do Correio do Povo, onde trabalho há quatro décadas, bem, até os quero-queros da Famecos sabem que futebol não tem lógica.
Antes de prosseguir quero dizer que estudei na PUC no tempo dos Irmãos José Otão e Élvio Clemente e, ao lado de onde hoje é a Famecos, havia um gigantesco descampado onde viviam os quero-queros.
Só porque não há lógica em futebol é que me permito analisar as chances de G-4 do Inter.
É a matemática da desesperança.
No entanto tal matemática cabe no futebol, onde tudo é tão ilógico.
Argel acha que com seis vitórias nos nove jogos que restam o Inter entra no G-4.
Trata-se de um exercício de futurologia.
Treinadores são especialistas em futurologia, uma forma de se manterem no cargo.
Seis vitórias e três derrotas dão 66,6% de aproveitamento.
Hoje o Inter tem 50,6%. Com Argel, o aproveitamento é de 60,6%.
Se, sempre no condicional, se o Inter ganhar seus quatro jogos em casa, precisará ganhar dois dos cinco que fará fora. Até aqui, ganhou dois em 14, dos modestíssimo Coritiba e Joinville.
A matemática não leva ao G-4. Já a falta de lógica do futebol...