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Ampliando uma publicação de ontem. Vai algum tempo o Ministério Público (MP) firmou com a Prefeitura de Porto Alegre e a empresa OAS um acordo que colocava fim à discussão judicial sobre a realização das obras viárias no entorno da Arena do Grêmio, na zona Norte da Capital. Pelo acerto, intermediado pelas Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e de Defesa do Patrimônio Público, a empreiteira ficava incumbida de executar as obras conforme os projetos, cronogramas e plantas do sistema viário da região. O Grêmio, destinatário final das obras, foi chamado para a reunião. Nestor Hein se fez presente, mas foi dispensado da mesma porque se entendia que o clube não tinha condições financeiras de bancar o entorno. O Grêmio ficou, portanto, desobrigado. Depois do acerto o Grêmio foi surpreendido com um documento onde o estádio Olímpico aparecia como garantia para bancar o entorno da Arena. O clube cassou tal liminar. Agora, a Justiça de São Paulo acolheu pedido feito pelo MP/RS e pelo município e excluiu do rol de credores da recuperação judicial da OAS o crédito referente às obras no entorno, declarando a obrigação como de natureza extraconcursal. Na prática, a decisão faz com que as obras, estimadas em cerca de R$ 100 milhões, deixam de concorrer com os demais créditos incluídos no acordo de recuperação judicial, que somam R$ 9 bilhões. Como foi dispensado da primeira reunião, o Grêmio espera que não se diga agora que, por ele ser o destinatário da obra, terá que bancá-la. E ameaça nem mais comprar a gestão do estádio. A Prefeitura entrou na briga por um crédito de R$ 100 milhões devido pela OAS para bancar o entorno. O Grêmio teme que este dinheiro venha pingadinho, em suaves prestações, e necessita das obras para ontem. Só assim a Arena deslanchará. Não jogar mais na Arena significaria ter que alugar um ou vários estádios tendo que pagar pelo aluguel. Hoje os custos da Arena são pagos pela Arena Porto-Alegrense com o dinheiro da bilheteria. Ou reconstruir o Olímpico. As duas hipóteses demandariam uma disputa judicial com OAS e bancos sem prazo para acabar.