O Internacional anunciou segunda-feira que o empresário Delcir Sonda anistiou uma dívida de R$ 25 milhões que o clube mantinha.
Doação sem contrapartidas motivada pela forma com que o clube vem sendo gerido.
O Inter pagaria os R$ 25 milhões de forma pedalada.
É dinheiro emprestado ao clube ao longo de anos e nada tem a ver com pedaços de jogadores que ele andou comprando desde o tempo de Fernando Carvalho.
De alguns, nada recebeu em troca.
Que impacto isto tem para o Inter?
Obviamente não haverá desencaixe desta grana.
E o passivo do clube diminui.
Estudos sobre as finanças dos clubes brasileiros em 2017 apontavam o Inter como o segundo clube mais endividado, devendo R$ 700 milhões.
Meia verdade.
O vice-presidente eleito, Alexandre Chaves Barcellos, eclareceu na época que "o principal motivo de crescimento do passivo do Internacional ocorreu em função do lançamento das benfeitorias do Complexo Beira Rio concluídas em 2014.
Foram lançados aproximadamente R$ 350 milhões que aumentaram o passivo, mas também fizeram crescer o ativo permanente do clube, hoje superior a R$ 1.
Importante ressaltar que estes valores lançados no passivo não serão pagos com desembolso financeiro do Internacional, mas com a cessão de alguns espaços do Complexo Beira Rio para a BRIO para exploração comercial pelo período do contrato.
Portanto, a dívida financeira do clube gira em torno de R$ 350 milhões."
Agora são R$ 25 milhões a menos.
Os R$ 25 milhões que iriam para Sonda (pedalados) poderão servir para abater mensalmente os empréstimos bancários, que estão em cerca de R$ 70 milhões.
Em tempo: Sonda não está no time dos milionários, mas dos bilionários.
