Hiltor Mombach

Os três do baile

Eram 6min finais e as coisas não estavam bem para o Grêmio.
Nas arquibancadas, 37.793 torcedores aflitos esperavam por uma reviravolta.
Justificava-se tal aflição: o time vinha de um empate e uma derrota e começava a ver ameaçado na reta final do Brasileiro o 3º lugar, mantido desde a 17ª rodada.

Aos 6min Douglas achou Luan avançado pela esquerda.
Deu um passe magistral. Serelepe, Luan entornou o que vinha pela frente e, generoso, pifou o prata da casa Everton, que havia entrado no segundo tempo no lugar de Pedro Rocha.
Ali, no sexto minuto, o Grêmio abria o placar e mudava o destino do confronto.

Aos 15min o Flamengo marcou um gol contra sem balançar as redes.
Paolo Guerrero pediu para ser expulso e foi.
Ali o Flamengo foi apresentado à lei de Murphy que diz que “se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”

Aos 33min Bobô entrou na vaga de Douglas. Seis minutos depois, Bobô ampliaria, concluindo jogada de Marcelo Oliveira.
Luan e Guerrero foram personagens do domingo na Arena.
O título diz serem três os do baile. O terceiro comandou a orquestra gremista.
O Flamengo dançou sob a batuta de Roger.