Hiltor Mombach

Os valentões peitam o juiz, estapeiam-se, confundindo com hombridade

A bola, tadinha, rainha nos tempos de Pelé, Tostão, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho virou Geni. "Ela é feita pra apanhar.

Foto : Crizam França / Agência O Dia / Estadão Conteúdo / CP

Eis que passamos de ex-país do futebol para o país do grotesco do futebol.
A bola, tadinha, rainha nos tempos de Pelé, Tostão, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho virou Geni.
"Ela é feita pra apanhar.
Ela é boa de cuspir".
Futebol hoje no Brasil mistura artes marciais como boxe, jiu-jitsu, muay thai e judô.
Os valentões peitam o juiz, quase cospem na cara do assoprador, estapeiam-se, confundindo tudo com hombridade.
Para completar a pirraça infantilizada dos marmanjões só falta o "te pego lá fora".
Domingo, fomos do grotesco à repulsa.
André, do Corinthians, segurou nas partes íntimas no jogo contra o Palmeiras.
Ato obsceno é um crime tipificado pelo Código Penal.
Eram quase 50 mil no estádio e milhões em frente ao televisor.
Eram pais, mães, crianças, avós, tios, tias estupefatos com uma exibição mórbida de masculinidade.
Vergonhoso!