Hiltor Mombach

Os verdadeiros heróis

A empatia está num obrigado, num sorriso, num gesto ou numa fase. Cabe toda nesta declaração de Danilo, da Seleção, num retruque aos que consideram jogadores como heróis

Vai tempo, escrevi: "Para mim, empatia é um grande acontecimento. Assim como afinidade. Não desmereça o poder destes sentimentos." Prossegui assim: "Vai muito, vendo um programa de TV, lá estava Júnior, ex-lateral e meio-campista, atuando como comentarista. Súbito, desanda a falar de Andrade. Preciso explicar quem foi Andrade. Trata-se de um auxiliar que, efetivado como treinador, tirou o Flamengo da zona intermediária da tabela e o levou a um título improvável de campeão brasileiro em 2009.
Sem perplexidade, ouço Júnior discorrer sobre a importância da empatia, afinidade, amizade do grupo com Andrade. Quando isto acontece, mesmo os descontados fisicamente viram leões."
A empatia está num obrigado, num sorriso,  num gesto ou numa fase. Cabe toda nesta declaração de Danilo, da Seleção, num retruque aos que consideram jogadores como heróis: “Os verdadeiros heróis de uma nação, estão nas salas de aulas, educando as próximas gerações, nos hospitais ou ambulâncias salvando vidas, curando doenças, ou nas ruas recolhendo o que nós deixamos. Estão nos metrôs e ônibus cheios, lotados, dirigindo ou se apertando e já começando o dia lutando por um espaço, ali dentro e na vida.”