Hiltor Mombach

Outra carta ao governador

Li na coluna da Taline Oppitz que o amigo busca auxílio do governo federal para a manutenção de despesas ordinárias do Estado.

Meus 70 anos me ensinaram que se o socorro não vem a galope, não chega, ou chega pingadinho, quando as melancias começam a se ajeitar. O socorro financeiro tem que ser garantido agora e não quando as águas baixarem.
Escrevi isto, governador Eduardo Leite, antes da catástrofe se consumar.
Li na coluna da Taline Oppitz que o amigo busca auxílio do governo federal para a manutenção de despesas ordinárias do Estado. Pressentimento: com a água baixando, a retomada do futebol, as pessoas voltando a frequentar os parques, diante desta falsa normalidade, porque é agora que a catástrofe vai mostrar suas garras mais afiadas bem, estou com pressentimento de que o amigo terá que passar o pires feito um pedindo da rua da Praia para arrumar algum dinheirinho.
O amigo sabe que promessa de político nunca foi dívida e que moramos num RS que despenca do mapa.
Sou como gato escaldado.
Havia um dilúvio de ofertas arrecadatórias e de ajuda material quando da tragédia com 71 vítimas fatais do voo da Chapecoense.
Não vai muito algumas famílias seguiam em busca de indenização.

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