Hiltor Mombach

PÁREO

PÁREO

Esta coluna foi publicada em 11 de novembro de 2009. Título: Páreo. Nela, lembrei o tango "Por una Cabeza", um dos meus preferidos com Madresselva, Uno, Volver, Yira ,Yira e Mano A Mano. Volte a lembrar de Por Una Cabeza hoje, na avaliação de Inter 1 x 0 Estudiantes. Outros jornais fizeram o mesmo. Parecia meio óbvio: um time argentino perdendo por 1 golzinho de diferença...

"Chamava-se Páreo, simplesmente Páreo. O nome, inédito, devia-se ao amor paterno pelo turfe. Páreo odiava ter sido vítima de tal homenagem, mas, como o pai, amava o turfe. Páreo criou-se entre cavalos de corrida, transformara-se num turfista nota 10. Sua paixão era tão descomedida que passava o dia cantarolando: "Por una cabeza/de unoble potrillo/que justo ela raya/afloja al llegar/y que al regresar/parece decir/No olvidés, hermano/ vos sabés, no hay que jugar...".
Certo dia, convidado a comandar a escolha do cavalo que correria no páreo histórico do ano do centenário do Jóquei Clube local, Páreo decidiu-se por um alazão. Chegou o dia da corrida. Na reta de chegada, o alazão trotava gracioso, elegante, empinado... na rabeira, comendo poeira, e Páreo exultava: "Que desempenho, que desempenho"! Vencer ou perder dava no mesmo para Páreo. Importava o desempenho. Da corrida restou o epíteto: Páreo, aquele que nos ferrou no ano do centenário."