Hiltor Mombach

Pânico, fobia social, agorafobia, transtorno bipolar...Em Pelotas, hoje

Estima-se que 10% da população brasileira sofra de Síndrome do Pânico.
Temos depressão, fobia social, agorafobia, transtorno bipolar...
A revista Valor Econômico publicou recentemente que quase 6% da população do país tem depressão e que apenas esta doença é responsável por quase 800 mil suicídios por ano no mundo.
Ao lados dos psiquiatras José Facundo  e Gildo Katz estarei nesta sexta-feira, às 18h, na Biblioteca Pública de Pelotas para falar sobre o meu livro “Quando o corpo grita - Síndrome do Pânico” onde relato meu convívio com a doença há quase três décadas.
Entrada franca.
Responderemos perguntas e haverá sessão de autógrafos.
Tenho visitados várias cidades.
E ouvido perguntas como:
Tenho pânico e avião, isto é Síndrome do Pânico?
Tenho medo de elevador, isto é Síndrome do Pânico?
Qual a diferença entre pânico e depressão?
Nesta sexta-feira estarei ao lado de dois psiquiatras.
Eles responderão estas e todas as perguntas.

TRECHO DO LIVRO

Um mundo novo que mistura ficção e realidade, onde ninguém sabe separar o começo do meio e muito menos do fim porque começo, meio e fim se entrelaçam de forma decisiva, um entrelaçamento impossível de desamarrar, separar em peças, avaliar cada parte separadamente.
Um mundo onde você tem que juntar peças, buscar memórias infantis e juvenis, resgatar seus medos de adulto, confrontar tudo e, de quebra, associar tudo com pai e mãe.
Um mundo onde você terá a mais absoluta convicção de que você não é você mesmo, mas um produto de vivências marcadas por lições paternas e maternas.
Um mundo de termos como Serotonina, cascalho, neurônios, disfunções mas, antes de tudo, de medo, do medo mais medonho. Prepare-se para viajar por este mundo através da alma de quem conhece este mundo como poucos. Só a alma pode registrar fatos como irei registrar, porque só a alma capta o invisível.
Quando me atrevi a escrever sobre este novo mundo, pois trata-se de um atrevimento, uma afronta ao que o ser humano tem de mais íntimo, seu cérebro, ali onde desfilam pensamentos impublicáveis e jamais ditos, fui desencorajado por muitos e incentivados por outros tantos.
Compreendi aqueles que me desencorajavam e dei ouvidos. Pensei várias vezes em não prosseguir, não mais escrever este livro. Porém, pesou mais do que tudo o fato de que todas as pessoas que me desencorajavam não tinham a mínima ideia do que eu estava falando. Elas se importavam, sim, com o meu sofrimento, mas não compreendiam sua dimensão. Ora, eu não iria escrever para elas. Não era este o meu objetivo. O meu objetivo era contribuir de alguma forma com a divulgação de uma doença que parece atingir cada vez mais pessoas.
Consultei minha esposa, Judith, e meus três filhos, Carlos Dario, Matheus e Lucas. Mesmo com 10 anos, foi dado a Lucas o direito de opinar. Não preciso dizer que todos concordaram, porque o livro está aqui. Mas foi a forma como eles concordaram que me incentivou a colocar a mão a tecla e levar o livro adiante.