O Inter fechou 2017 com um déficit superior a R$ 60 milhões.
Já acumulou mais R$ 15 milhões este ano.
Tem a receber cerca de R$ 50 milhões pela transação de jogadores e outras negociações.
A regra não manda pegar este dinheiro e pagar dívidas?
O futebol não segue a regra do mercado.
Faz suas próprias regras.
Se os grandes clubes não montarem boas equipes, capazes de disputarem títulos, afugentam o torcedor dos estádios e provocam a inadimplência dos sócios.
Futebol em alta gera dinheiro, bom jogador arrasta público.
É uma máquina diferente.
E os clubes descobriram há tempo que quebrar, não quebram.
Os grandes clubes sabem que na hora do aperto o governo federal encontra uma forma de ajudá-los, criando programas de parcelamento, arrumando descontos.
Houve até a sugestão de que a dívida dos grandes clubes fosse perdoada.
Empresas quebram, clubes tocam as dívidas com a barriga. Este quadro está mudando um pouco, mas ainda está longe de ameaçar os clubes com o fechamento.
O ralo dos grandes clubes é gigantesco: quanto mais entra grana, mais sai.
Por isto a questão: se Paulão ganhará cerca de R$ 330 mil em 2019, Guerrero não pode ganhar R$ 500 mil!
Fala-se em meio milhão como se fossem centavos.
