Hiltor Mombach

Palavra de dirigente. Ou como ficaria o Inter sem Aránguiz

Piffero garantiu que o Inter não venderá jogadores este ano pois ele pretende dar ao torcedor o título do Brasileiro.
Piffero é o mesmo que, há anos, prometeu não vender Nilmar, escreveu num papel, assinou, e não cumpriu.
No futebol não existe fio de bigode.
Muitas vezes nem a assinatura vale.
Entendo.
Tanto que muitas vezes aquilo que um dirigente diz entra por um ouvido e sai pelo outro.
O dirigente faz de conta que está dizendo a verdade e eu faço de conta que acredito.
O dirigente jura que não vende para não parecer que o clube está em situação de pedinte.
Postura altiva para quem está passando o chapéu.
Trata-se de uma tentativa de valorizar a mercadoria.
Por caminhos tortos algumas vezes a promessa é cumprida.
Em 1999, Guerreiro mandou estender uma faixa com os dizeres “não vendemos craques”.
Não vendeu Ronaldinho.
O PSG tomou na mão grande.
O Grêmio brigou para recuperar alguma coisa.
Retomo o assunto lá do inicio.
Piffero garantiu que o Inter não venderá jogadores este ano pois ele pretende dar ao torcedor o título do Brasileiro.
Mas, e há sempre um mas em tudo, se repetir a promessa de Nilmar e vender Aránguiz, como ficaria o time?
Volantes, há de sobra.
Poderia jogar Dourado com Nilton, Welligton e Nicolás Freitas.
Não sei quanto a Welligton, mas Nilton e Nicolás não tem a mesma movimentação de Aránguiz.