Hiltor Mombach

Palavra empenhada

Acompanhei, estarrecido, o imbróglio Inter e Andrade Gutierrez (AG), construtora que sugeriu uma certa empáfia no episódio, manifestando-se somente através de notas oficiais, quando até a presidente Dilma roncou grosso. A assessoria de imprensa da AG deveria recomendar aos seus diretores que concedam entrevista, uma exigência ainda mais quando o assunto é futebol e de interesse de todo um Estado.
Estarrecido pois até os papagaios do Jardim Botânico sabiam que o Inter, representado por Piffero, bateu à porta de instituições bancárias para tocar a reforma através de recursos próprios e teve negado o empréstimo por falta de garantias. Do BNDES ouviu que não há grana para clube de futebol.
A AG só surgiu como salvação por ter, num primeiro momento, se comprometido verbalmente (integrante da Comissão de Obras garante que isto consta na proposta) a dar todas as garantias. Recuou e deu 20%, valor que quase fecha com o dinheiro que receberá do próprio Inter, esperando que os 80% restantes viessem de uma incógnita, a tal de Sociedade de Propósito Específico. Tentou embretar o Banrisul, mas bateu de frente com Túlio Zamin.
Por fim, garantiu ao governador Tarso Genro de que apresentará todas as garantias. Que cumpra a palavra empenhada e encerre esta lengalenga com a agilidade que não teve até aqui.