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Ninguém chuta mais do que os tais vaticanistas, os ditos especialistas em Vaticano. Por culpa deles a gauchada apostou todas suas fichas no cardeal brasileiro Dom Odilo Scherer, torcedor do Atlético Paranaense e do São Paulo, para ser papa. Deu zebra. No caso, um zebrão. O papa é argentino. Argentino! A fumaça branca anunciou Jorge Mario Bergoglio, torcedor fanático do San Lorenzo de Almagro. Obviamente, tudo acaba em futebol. Inclusive a escolha do papa. O jornal Olé veio com tudo: “La mano de Dios. Maradona, Messi…Y ahora Jorge Mario Bergoglio, elegido como el nuevo Papa.” Nós temos Pelé, mas não temos papa. Por outro lado, começou a secação. O espanhol Alexis Martín-Tamayo, conhecido como Mr. Chip, disparou via e-mail: “El país del Papa vigente no gana la Copa Mundial desde 1938 (Pío XI, Italia)”. De minha parte, fecho integralmente com a charge do incomparável Tacho publicada ontem no Correio do Povo. Seguindo os chutadores do Vaticano, acho, praticando o mais puro e descarado achômetro, ou seja, segundo fielmente a linha dos vaticanistas, que o diálogo entre dois gaúchos tomando chimarrão mostrado na charge premonitória do Tacho, que reproduzo abaixo, teve peso decisivo entre os cardeais na escolha do novo papa. < _ “Deus é gaúcho e se o novo papa for também daqui?” _ “Ala pucha... Que baita nepotismo”!