O ditado diz "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Alguém acrescentou: "Então, enfrente o bicho".
Se um clube de futebol gasta mais do que arrecada tem déficit.
Acumulando o déficit vem os juros, os atrasos nos pagamentos aos fornecedores, jogadores...
A insolvência só não chega para os grandes porque, quando afundados em dívidas, o governo sempre socorre com descontos polpudos e pedalando.
Se um clube não monta um time competitivo, protagonista, vê o torcedor fugir do estádio, a inadimplência dos sócios crescer, os patrocinadores trocarem de parceiro...
Clube grande ser figurante no futebol significa ir diminuindo de tamanho.
Como competir com um Flamengo ou Palmeiras, com faturamento anual batendo no R$ 1 bilhão? Inter e Grêmio (quando está na Série A) arrecadam 40% deste valor.
Para enfrentar o bicho é preciso ter competência de montar um time que vá longe nas competições.
A Libertadores paga por fase.
Quem entra na de grupos e vai até a semifinal pega quase R$ 40 milhões. Acumulado, o vice recebe quase R$ 70 milhões.
O campeão cerca de R$ 120 milhões.
O vice da Copa do Brasil pega R$ 25 milhões e o campeão R$ 60 milhões, que chega dos R$ 80 milhões somando as fases anteriores.
Vejam o Athletico-PR.
Especula-se que tenha folha de R$ 4 milhões.
Chegou até as quartas de final da Copa do Brasil.
Pegou R$ 8 milhões.
É semifinalista da Libertadores. Mais uma bolada.
A folha do Inter é superior aos R$ 15 milhões.
Um resumo simplista desta ópera: quem não tem bala na agulha como Flamengo e Palmeiras ou não quer ficar devendo os tubos como Galo e Corinthians têm que ter competência para tocar o clube e montar time.
Em futebol tudo é tese.
Alguém retrucará sobre o registrado na abertura que é fácil falar, escrever, mas difícil fazer. Concordo.
Por isto falei em resumo simplista.
Minha tréplica: como Grêmio e Inter desbravaram o país, com cinco Brasileiros e seis Copas do Brasil; a América, com quatro Libertadores, e o Mundo, com dois títulos?
Não nadavam em dinheiro.
Tiveram competência.
Montaram máquinas de jogar futebol porque tiveram competência.
Para encarar o bicho
Um resumo simplista desta ópera: quem não tem bala na agulha como Flamengo e Palmeiras ou não quer ficar devendo os tubos como Galo e Corinthians têm que ter competência para tocar o clube e montar time
