Há previsões que você faz e torce para errar.
Em 2003, quando da extinção do mata-mata e da aprovação da fórmula de pontos corridos, sentenciei que não veríamos Inter e Grêmio festejar um título do Brasileiro pelos próximos 100 anos.
De lá para cá os paulistas ficaram com 12 canecos, os cariocas com seis e os mineiros com quatro.
Dos quatro estados que detém o poder do futebol nacional só o Rio Grande do Sul não conquistou o Brasileiro por pontos corridos.
Em 2010, estudos apontavam o Corinthians como o clube de maior faturamento, R$ 181 milhões, seguido pelo Inter com R$ 176 milhões.
A lista tinha ainda Palmeiras com R$ 125 milhões, Flamengo com R$ 120 milhões e Grêmio com R$ 110 milhões.
No ano passado, o Flamengo faturou R$ 1,3 bilhão e o Palmeiras R$ 1,2 bilhão.
O Inter R$ 517 milhões e o Grêmio, R$ 509 milhões.
Grêmio e Inter deveria estar liderando um movimento pela volta do mata-mata.
A distancia financeira, um abismo, vai aumentar.
Para os gaúchos, setembro entrará com cara de dezembro, de final de festa.
Vamos cumprir tabela no Brasileiro torcendo para vaga na Libertadores.
