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Minha coluna da última terça-feira abria assim: “Começo pelo ditado que diz que estatística é como o biquíni, mostra muito, mas oculta o essencial”. Com base nas estatísticas dos Brasileiros por pontos corridos cometi esta obviedade: “É a grande chance do Grêmio passar o Inter na classificação.” O Grêmio jogaria duas seguidas na Arena e o Inter duas fora. Apresentei os seguintes dados: “Desde 2008 a média de vitórias fora de casa oscila entre 19% e 23%. Nesta temporada está em 23%. Em casa, o índice aumenta consideravelmente, indo de 48% a 53%.” Esta mesma estatística me leva a registrar agora que é grande a chance de o Inter aumentar sua vantagem sobre o Grêmio. De quebra, o Inter encara no Beira-Rio dois rivais que estão na zona de rebaixamento, Criciúma e Coritiba. O Grêmio tem um adversário dos mais indigestos, o Fluminense, que tenta entrar no G-4, como o próprio Grêmio, e o Botafogo, que na 16ª posição briga para não cair. Alguns leitores traduziram minha coluna da semana passada. Pela tradução, eu apostei, cravei, jurei, que o Grêmio ultrapassaria o Inter e, logo, só posso ser gremista e secador. Uma obviedade deflagrou uma ira espantosa em alguns. Há que leia o que quer ler. E ponto final. Desculpem os que entenderam minha coluna, pois terei que escrever mais obviedades, embora esteja entre aqueles que acham que as obviedades também merecem ser ditas. Não está escrito que o Inter vencerá seus dois jogos nem que o Grêmio não possa ganhar os seus. Está escrito que há uma tendência baseada em estatística. Quem quiser retrucar dizendo que o Inter tem vocação para ressuscitar mortos, ok. Só não traduzam o que está registrado.