Hiltor Mombach

Para Raul Pont, poder público deveria cobrar empreiteira sobre investimentos no entorno da Arena do Grêmio

Do site de Raul Pont / http://www.raulpont.com.br

Para Raul Pont, poder público deveria cobrar empreiteira sobre investimentos no entorno da Arena do Grêmio



Em nota publicada no site www.arena.gremio.net, e reproduzida na coluna de Hiltor Mombach do Correio do Povo, a direção do Grêmio critica o poder público pelo atraso nas obras de infraestrutura no entorno do novo estádio. Para o deputado Raul Pont, grandes obras como essa, deveriam garantir os acessos, entre outras melhorias. “Nenhuma obra desse porte, nenhum loteamento, pode ser aprovado sem que o investidor assuma os custos das consequências do investimento para o entorno. Por exemplo: o Shopping Praia de Belas (duplicação da Avenida Praia de Belas), o Carrefour Passo da Areia (Avenida Grécia e obras pluviais), O BarraShoppingSul (Avenida Diário de Notícias, moradias populares e outras obras), entre tantos outros”, esclarece.

O petista salienta que os governos estadual, comandado por Yeda na época, e municipal deveriam ter negociado melhor as responsabilidades da empresa, que lucrará muito com a área. “O governo estadual entregou aquela área de graça, avaliada em R$ 38 milhões, e recebeu em troca área gravada na Estrada Costa Gama no valor de R$ 3 milhões. O Estado, apesar da lei aprovada condicionar compensações, abriu mão de qualquer compensação avaliando que os ganhos futuros serão bons para o erário. Portanto, um grande negócio para a OAS (empreiteira responsável). Ao governo municipal cabia exigir diante do tamanho do investimento todas essas providências e, tudo indica, não o fez. Para benefício, de novo, da OAS. Agora, se quer que o poder público pague a conta??”, questiona.

Esclarecendo: a nota que estava no blogue da Arena do Grêmio foi publicada originalmente parecendo ser um comunicado oficial. Houve uma retificação do clube, com a publicação da coluna de onde foi retirado o texto. De qualquer forma, se o blogue deu guarida ao texto deve-se presumir que concordava com ele.