O que segue é hipotético, embora este colunista aposte um café como logo irá virar realidade.
O clube A contrata um jogador pagando um milhão de dólares de luvas ou pela rescisão contratual com a equipe B.
Fixa um contrato de cinco anos de trabalho.
No primeiro ano de contrato o descobre que o jogador está envolvido num esquema de manipulação de resultados.
A manipulação está crescendo, assim como o número de casas de apostas.
Manchete recente do Terra: “Sites de apostas: uma catástrofe se desenha no esporte brasileiro e ninguém ainda se deu conta disso.”
Alguém retrucará que um jogador que recebeu R$ 5 milhões de luvas não irá jamais participar de algo ilegal.
Desconhece os valores envolvidos. A estimativa do portal BNL Data, especializado no mercado de jogos, é que esse segmento fature R$ 12 bilhões em 2023. Há quem afirme que irá faturar R$ 100 bilhões.
O clube demite o jogador por justa causa. E os R$ 5 milhões que já foram depositados na conta do atleta ou do clube B? Além de perder o dinheiro, ainda pode levar um processo do demitido.
Em breve, isto não será mais uma peça de ficção.
