Hiltor Mombach

Para servir de exemplo

"O ano de 2017 ano ficará marcado na história do Internacional e do futebol brasileiro como aquele em que, pela primeira vez, as contas de uma gestão foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo e, ainda mais importante e inédito, as irregularidades encontradas foram encaminhadas para investigação do Ministério Público.

Já em 2015, no nosso primeiro ano como conselheiros, solicitamos vistas às notas fiscais de gastos da gestão Piffero e reiteramos o pedido durante 2016, todas as vezes negadas.
Em 2015, com o Inter na série A, reprovamos as contas daquela gestão, exatamente pela falta de transparência e obstrução à fiscalização por parte dos nossos conselheiros.
Portanto, aqueles que dizem que a reprovação das contas de 2016 ocorreu somente devido ao rebaixamento, esquecem que os conselheiros do Povo do Clube já as haviam reprovados no ano anterior, sendo vencidos no voto pelo restante do plenário.



Para o Povo do Clube, a fiscalização a fundo nas contas do Clube, independente dos nomes que foram eleitos para Gestão pelos sócios, deve ser aprimorada e realizada com mais seriedade.
Nem o Conselho Fiscal e nem mesmo as auditorias contratadas ao final do ano, previstas no estatuto, analisam o teor das notas fiscais de gastos, sendo o foco meramente contábil, abrindo margem para quem tem a intenção de se locupletar à custas do Clube do Povo.
Isto ficou provado após o estudo mais aprofundado, que foi realizado pela Ernst & Young, detectar indícios de fraudes em notas fiscais, as quais não haviam sido encontradas anteriormente pelas duas auditorias contratadas pela Gestão e pelo Conselho Fiscal.

Neste ano de 2017, visando estabelecer e regulamentar maior fiscalização e controle nos gastos, solicitamos à Comissão de Assuntos Legislativos que se destinasse à Comissão de Transparência do Conselho Deliberativo a função de analisar todas as notas fiscais de gastos do Clube, inclusive do Departamento de Futebol, mensalmente, comparando com os números apresentados do orçamento realizado.
O pedido foi negado para inclusão no Regulamento Geral, mas continuaremos lutando para que isso aconteça na próxima reforma estatutária ou o mais breve possível.

Desejamos que o MP consiga exercer as investigações de forma completa e detalhada, sem obstruções de qualquer natureza, e que os eventuais fraudadores sejam exemplarmente punidos no âmbito criminal e internamente no Clube, para servir de exemplo a todo o futebol brasileiro.

O POVO DO CLUBE, O MOVIMENTO DA TORCIDA COLORADA"