Hiltor Mombach

PARECER E FINANÇAS

PARECER E FINANÇAS

No parecer apresentado na reunião de segunda-feira no Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal do Grêmio informou ter ficado impossibilitado de apreciar as contas do primeiro semestre com profundidade devido à exiguidade dos prazos de entrega dos balancetes e relatório da auditoria (BDO Trevisan) por parte da administração do clube. Não apreciou as contas, mas fez muitas e importantes observações.
A observação mais importante do Conselho Fiscal: a elevação da folha de salários, em descompasso de caixa até agora em 2010.
O Conselho Fiscal do Grêmio teria solicitado a revisão do orçamento apresentado e aprovado em dezembro de 2009, pois teria observado um descompasso entre receitas e gastos. Se nos primeiros três meses o clube obteve 37% das receitas projetadas, por outro lado, as despesas teriam batido nos 42% do total para a temporada.
Teria havido elogio ao desempenho das receitas operacionais, que superaram o projetado para o trimestre. No entanto, com direitos de Arena e imagem houve um gasto de 65% sobre o projetado para o ano todo. O Conselho Fiscal teria recomendado a implementação de um controle interno de informações. Somadas, as folhas de pagamento dos funcionários e jogadores teriam batido nos R$ 5 milhões. Em dezembro de 2009, o Grêmio gastou R$ 2,9 milhões com jogadores e R$ 1,1 milhão com funcionários, totalizando R$ 4 milhões.
Sobre finanças, ainda. O Grêmio espera sinalização do Banrisul para lançar um plano de capitalização. Isto poderá acontecer ainda em maio. A expectativa é que renda R$ 7 milhões/ano. Conselheiros que conhecem as finanças do clube acham que os gastos com o futebol deveriam ser engessados. No ano passado, o orçado batia nos R$ 2,5 milhões/mês. Só em quatro dos 12 meses foi cumprido.