PAREI NA DELEGACIA
O sábado transcorria normalmente. Bem cedo pela manhã li as notícias do Correio do Povo, as do site, dei uma olhada nas principais manchetes dos jornais da África do Sul e fomos todos para o centro de rádio e televisão. Combinamos eu e o Dal Pizzol de irmos cedo ao treino do Brasil, marcado para às 16h. Nem eram 15h e estavamos chegando ao local. Khabo Molefe, nosso querido e simpático motorista, que apresentei aqui e que me levou para conhecer o Sowetto, estacionou numa pequena lomba que dava de frente para o portão de entrada do St. Stithians College, onde dois guardas barravam a entrada. Só havia um carro no local, bem à frente. Molefe foi se aproximando bem devagar, quando vi que o carro da frente começava a dar marcha à ré. Pensei que iria parar. Nada disto. Gritei para Molefe, que freou. Houve a batida, que afundou o para-choque o cardo de Molefe a amassou um pouco a lataria. Documentos aqui, documentos ali, tudo OK. Tratava-se de um carro alugado por jornalistas alemães. Molefe ficou tranquilo, sabendo que o seguro pagará o estrago. Depois, fomos até uma delegacia de polícia registrar a batida. Servi de testemunha. As condições da delegacia impressionaram. Excelentes. Várias pessoas trabalhando, algumas vendo Gana e Austrália, ótimo atendimento. Talvez seja a delegacia de um bairro mais nobre. No vídeo, uma panorâmica da delegacia. Molefe está relatando a história.
