Hiltor Mombach

"Parem de publicar inverdades ou meias verdades. Parem de laborar em desinformação"

Por Antonio Carlos de Azambuja


Embutida em noticia veiculada dias atrás , na imprensa e aqui neste Face, sobre o futuro previsto para a empresa Grêmio , Gestão e Administração Ltda., conhecida como Grêmio Empreendimentos Ltda. - aparece uma insólita e enigmática expressão, qual seja , "sem operar desde 2013, a empresa passou por uma auditoria para provar aos bancos a inexistência de despesa fluvial."
Gostaria de entender.
Primeiro: “despesa fluvial” é aquela que vem ou vai de canoa, rio acima ou rio abaixo ? .
Segundo: a empresa nunca apresentou balanços, desde que foi constituída, em julho de 2010.
Faltam só quatro, portanto.
Terceiro: a referida auditoria não foi realizada, está andando em velocidade baiana, cozinhada em fogo brando, ou, sem noticias, a reboque de uma Comissão de Conselheiros nomeada pelo presidente do CD em março de 2014, há exatos 16 meses.
Quarto: o seu Capital, R $ 2.372.000,00, está no momento invisível, não se sabendo (o CD e o mundo ocidental) que rumo tomou.
Quinto: trata-se de um sociedade empresária, tratada equivocadamente como sociedade simples que só deu despesas, quiçá prejuízos econômico-financeiros ao clube.
Um factoide.
A sua história completa está em gremiopatrimonial.blogspot. com. para quem quiser - junto com os quinze mil visitantes - conhecer uma parte dos porões desse incensado Projeto Arena, cheio de glórias midiáticas.
Viveu sob o signo do desperdício e da inutilidade.
Sem falar nas irregularidades e infringências legais.
De outra parte, mais importante que a noticia do suposto aval do Banrisul ao Grêmio, para atender às garantias do financiamento daqueles Jardins Suspensos da Zona Norte de Portinho, seria, para o povo gremista, que o presidente Romildo - um homem de fé - viesse a público explicar esse anunciado negócio da China.
Induz-se, pelo noticiado, que se pretende trocar o Olímpico - um bem de raiz que, por sobre a sua emblemática história, sustenta o valor dos títulos patrimoniais do clube– por mera licença para a prática de tarefas ordinárias gerenciais ou promocionais no empreendimento, visando unicamente a sobrevivência, por vinte anos, dessa aventura em que nos metemos.
Gerações construíram a obra do Bairro Medianeira, a qual , neste momento, ainda é a única coisa que temos de verdade depois de meia dúzia de anos nessa tumultuada travessia para os confins de Humaitá.
Parem de publicar inverdades ou meias verdades.
Parem de laborar em desinformação.
A entrega do Olímpico só pode se dar em troca da propriedade sobre o terreno de Humaitá (propriedade da Karagounis e da OAS 26), onde assenta o novo estádio, bem como dos créditos pertinentes aos direitos de superfície constituídos sobre ele (titularizados pela Arena Porto Alegrense) .
Vale dizer: patrimônio contra patrimônio.
Não nos enrolem.
Já cometeram o crime de autorizarem a demolição do velho estádio sem que o contrato, melhor, as obrigações da OAS, estivessem cumpridas. Chega.
Nossa dignidade tem de entrar em campo.
P.S.: Se querem convencer que a troca já aconteceu, mostrem a Matrícula do imóvel de Humaitá. Está na 4ª Zona do CRI.