Hiltor Mombach

Patrícia deu um baile

Patrícia deu um baile

Odone poderia ter metido os peitos no imbróglio Ronaldinho. Como fez Patrícia Amorim. Enquanto Odone curtia Punta, Patrícia arrastava o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, para cima e para baixo. Enquanto Odone e seus pares delegavam poderes absolutos para Assis, confiando cegamente no empresário, Patrícia colava em Galliani. Frase dela: "O Assis dizia, falem com o Milan, falem com o Milan". Ela acreditou.

Odone poderia pelo menos ter solicitado aos seus assessores que arrastassem Galliani para uma temporada em Porto Alegre. Uma noitada começando no Barranco e terminando no Blue Cave resolveria tudo. Assis poderia ficar chateado, afinal o Blue Cave é concorrente, mas negócio é negócio. Nesta, a ex-nadadora Patrícia nadou e não morreu na praia: "O trunfo foi conquistar o Galliani, que se apaixonou pelo Rio e pelo Flamengo. Conseguimos uma aproximação com uma das maiores figuras do futebol mundial".

Enquanto aqui davam como certa a volta de Ronaldinho, ela lá silenciava. Enquanto aqui, durante a tarde, instalavam caixas de som para anunciar o craque, ela lá, na calada da noite, instalava Galliani em um apartamento para amarrar o negócio. Todo mundo volta. Na Bíblia, o filho pródigo volta; na novela, Totó volta; na música, o boêmio volta; no Inter, Dunga volta. Só Ronaldinho não volta. Patrícia deu um baile como estrategista, como negociante.