Hiltor Mombach

PAUL, LARISSA, VUVUZELA

PAUL, LARISSA, VUVUZELA

A Copa da África passaria despercebida não fosse o polvo vidente Paul, a vuvuzela e Larrisa Riquelme. A melhor disputa nem se deu em campo. De Cingapura, o periquito Mani decidiu fazer concorrência ao polvo oráculo. É a Copa da bicharada, do barulho e de Larissa nua.
O incrível da Copa da África é que o melhor não aconteceu na África. Larissa tirou a roupa para um jornal do Paraguai. Mais incrível é que os melhores “comentaristas” também não estavam na África. Enquanto Felipão inovava com um inglês à gaúcha numa TV de Johanesburgo, Paul mandava ver da Alemanha e Mani, da Ásia. Paul e Mani não ficam em cima do muro. Pau é pau, pedra é pedra. Argentinos, alemães, brasileiros e agora holandeses querem jantar Paul. Frito ou cozido. Salman Rushdie é fichinha perto do ódio despertado por Paul. Sua tratadora saiu em defesa: “Calma, acertar também é humano, perdão, bichano”.
Ouvi dizer que Paul está contratado para a Copa no Brasil em 2014. O polvo oráculo vai “opinar” na Plim-Plim. A concorrência está brigando por Mani. Quem não conseguir comprar os direitos de transmissão vai contratar Mike Jagger para os três primeiros jogos do Brasil.
Porto Alegre não pode ficar atrás em 2014. Afinal, temos dois campeões do mundo na cidade. Deve haver um cavalo adivinhão. Sim, nós teremos o nosso cavalo vidente. Um alazão oráculo. Vai relinchar de Uruguaiana. Vai botar este polvinho secador no bolso. Não vamos precisar importar uma Larissa. Temos centenas. Milhares. Falta algo para fazer barulho. Algo original. Temos quatro anos para inventar. Ah! Falta uma estátua. Copa sem estátua não é Copa. Se aqui eles têm a de Mandela, nós iremos de “O Laçador”. Paixão Côrtes tipo exportação.
Futebol? Já se viu, ficou em segundo plano