Conheci Paulo Sant"Ana há 30, 40 anos.
Eu trabalhava na Folha da Tarde.
Todas as sextas-feiras eu dava uma passada no restaurante Copacabana com amigos do jornal.
Muitas vezes Sant"Ana ficava na nossa mesa.
A Folha fechou e eu já estava no Correio do Povo.
Sem o pessoal da Folha, deixei de ir ao Copa.
Só encontrava Sant"Ana em viagens.
Uma delas no Japão.
A última vez que conversamos foi em Garopaba.
Sobre amenidades.
Sant"Ana foi o papa dentro do seu estilo.
Polêmico, provocador, irreverente e inteligente.
Tivesse que escolher sua maior virtude ficaria com a coragem do enfrentamento.
Foi um colunista brilhante.
Ótimo texto, sempre atual, imperdoável nas criticas e terno nos elogios.
No Dia do Amigo lamento a sua morte.
Não fui seu amigo, apenas um conhecido 15 anos mais jovem.
Embora nossa tremenda afinidade.
O Grêmio não perde um ilustre torcedor.
Sant"Ana seguirá torcendo em outra arquibancada.
Agora com o poder de influenciar os deuses do futebol.
Se é que me fiz entender.
