Nem uma surpresa na pedida salarial dos jogadores para atuar em clubes brasileiros, considerada salgada para muitos. Seus empresários conhecem a nova situação do mercado. Uma injeção de R$ 30 milhões da televisão este ano (R$ 20 milhões de luvas, a fundo de perdido, mais R$ 10 milhões descontados em quatro parcelas anuais iguais) tornou as instituições menos deficitárias e, para 2012, algumas terão cotas superiores a 100% em relação as pagas nesta temporada. Ou seja, há grana.
Em outubro de 2010 o Corinthians apresentava um faturamento de R$ 55 milhões em “direitos de transmissão”. No mesmo mês, este ano, registra R$ 100 milhões. Não se sabe se colocou ali os R$ 30 milhões e se houve antecipação. É muita grana. Especula-se que sua cota em 2012 irá girar em torno de R$ 110 milhões.
No balancete de setembro deste ano o Grêmio apresentou R$ 21 milhões em contratos de TV. Seriam R$ 51 milhões se tivesse computado a injeção de R$ 30 milhões. No Inter, que não atualiza seus balancetes desde junho, os números são parecidos. Inter e Grêmio devem receber cerca de R$ 60 milhões cada no ano que vem. É permitido cogitar-se que Inter e Grêmio terão folhas de pagamento girando em torno de R$ 7 milhões. Ou mais. Há jogadores desembarcando com salário batendo nos R$ 500 mil mensais. Ou mais. Em 2005, a folha do Grêmio batia nos R$ 1,7 milhão/mês. Em seis anos, poderá sofrer um aumento de 466%. Neste mesmo período a inflação teve média inferior a 6% ao ano e o salário mínimo saiu dos R$ 300,00 para R$ 622,00, aumento de 207%.
