Hiltor Mombach

Pesa sobre Falcão e Dunga a acusação de serem paraquedistas...

Não conheço o grande técnico como nem conheço o técnico. Pesa sobre Falcão e Dunga a acusação de serem paraquedistas.
O Brasil idolatra paraquedistas.
A política está infestada deles.
Ainda vivemos no país do QI, do quem indica.

Vai tempo usei de evasivas para rotular Falcão de paraquedista.
Passado o episódio encontrei-o para um cafezinho. Um italiano queria que ele assinasse o livro “Brasil 82: o time que perdeu a Copa e conquistou o mundo.”
Não havia ressentimento.
Pensei na mágoa que provoquei em dois dirigentes por chamá-los de noviços.

O título faz o técnico.
Não um título qualquer.
Um Brasileiro, por exemplo.
Um grande título faz o grande técnico.


Cometendo uma verdade exagerada diria que o grande título garante a fama e depois o treinador pode deitar na cama.
Vejam Luxemburgo, por exemplo.
Não dá mais certo nem aqui nem na China.
É seu passado que ainda garante um emprego aqui e outro acolá.

Falcão precisa do grande título.
Está num grande clube, o Inter.
Mas este Inter vem definhando há seis anos.
Falcão chega como socorrista, ressuscitador de um time onde mesmo espremendo não se extrai nada.
Sábio é o torcedor que compreender isto.
Hoje, G-4 é título, se é que me faço entender.