Pesa sobre mim a acusação de ser paranoico, de ver pelo em ovo e chifre em cabeça de cavalo. Assumo.
Na década de 70 fui contagiado por narradores e comentaristas gaúchos dando conta de que Grêmio e Inter eram sido operados sem anestesia em jogos contra cariocas e paulistas.
A paranoia foi fortalecida quando da anulação de 11 jogos no Brasileiro de 2005 e com o vergonhoso favorecimento ao Corinthians, bancado pela MSI, denunciada por ter ligações com o russo Berezovsky, acusado de envolvimento com a máfia, no jogo contra o Inter, quem nem espernear pode sob ameaça de ser desfiliado pela Fifa.
Minha paranoia foi sustentada dois anos depois quando o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, afirmou com todas as letras em reportagem bomba da TV Record que título do Campeonato Brasileiro 2005, conquistado pelo Timão, fora roubado.
Não posso deixar de ser paranoico sabendo que o Inter peitou a CBF quando levou o caso Victor Ramos ao Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça. Depois, desafiando o establishment, assinou com o grupo Turner as transmissões do Brasileiro por TV fechada.
Assumo minha paranoia e não invejo os angelicais, os que não acreditam nos interésses, assim, com acento, lembrando Brizola.
