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Dias atrás escrevi que pirataria é crime e fiz uma pergunta: como condenar o cidadão assalariado que compra para o seu filho uma camiseta do Grêmio ou do Inter pirata? Disse que os fabricantes colocam o preço e fim. Inter e Grêmio nada fazem em favor do seu torcedor. Registrei ainda o preço cobrado por camisa de jogo do Inter oficial, R$ 349,90, diante de um salário mínimo de R$ 788,00 e dei o valor da nova camisa de jogo do Grêmio, R$ 299,90. O querido amigo Larry Jr, a quem mando um forte abraço, fez um comentário no meu blogue: “Amigo Hiltor. Me perdoa mas em nenhum momento podemos defender a compra de camisas piratas, isto prejudica o clube, a empresa, o país. Está caro? Claro, mas é uma das distorções do nosso país onde o salario minimo é de R$ 700,00... Sou radicalmente contra qualquer tipo de falsificação e se não tiver condições de comprar o original, prefiro não ter.” Vejam: comecei a coluna dizendo que pirataria é crime. Portanto, não defendo a compra de camisas piratas. Minha pergunta é como condenar o cidadão assalariado que compra para o seu filho uma camiseta do Grêmio ou do Inter pirata. E minha sugestão é de que os clubes negociem com o fornecedor a fabricação de uma camisa popular, barata.