Registrei na coluna de ontem que há uma relação de seis jogadores do Grêmio com os valores das suas rescisões.
Um teria que receber R$ 29,6 milhões, mas deixou pela bagatela de R$ 4,2 milhões. Outro teria a receber R$ 11,8 milhões mas deixou pela ninharia de R$ 5,3 milhões. Pelo contrato, os seis juntos teriam a receber R$ 63,5 milhões. Pelo acordo pegaram R$ 27,5 milhões, uma diferença de R$ 36 milhões.
Os que deram maior prejuízo desembarcaram atendendo pedido do treinador na época, Renato.
Terceirizar o futebol também é um política de futebol. Vesga e temerária, mas é. Renato mandou e desmandou enquanto o time empilhou títulos. Seguiu mandando o desmandando depois, nos tempos de vacas magras. Hoje a instituição paga o preço.
Há um debate interno na Arena. Ouço de alguém do altíssimo clero ser um dever dos dirigentes minimizar ao máximo o risco de contratar mal e não permitir mais indicações individuais e sem o aval de um colegiado com expertise.
O Grêmio desvirtuou seu planejamento estratégico entregando o topo da hierarquia do futebol para um funcionário.
