Hiltor Mombach

Por um Inter mordido e mordedor

O Inter precisava de qualquer vitória no Gre-Nal de ontem para reparar um pouco o estrago promovido por aqueles 5 a 0 do Grêmio no primeiro turno do Brasileiro.
O tamanho do estrago ficou escancarado nas lágrimas de D’Alessandro, na sua provocação ao tomar emprestado da torcida um caixão com as cores do rival e a sugestiva letra “B” e pelo placar anunciado ao apito final “este clássico tem dono”.
Os jogadores exteriorizaram um sentimento de profunda dor pela goleada da Arena e não se justifica o discurso personalista de Argel, sua afirmação de que ao assumir o Inter caiu uma fatura no seu colo, os 5 a 0, e que esta fatura foi paga com o 1 a 0.
A fatura não caiu sobre o seu colo, mas no colo de toda a imensa nação colorada, e não pode ser quitada com um escore mínimo.

O Inter fez 1 a 0 e poderia ter ampliado. Jogou bem mais do que o Grêmio. O sempre comedido Roger reconheceu esta superioridade. O Grêmio foi inferior até os 24min finais.
Só depois disto cresceu na partida.
O Inter provou que, mordido, pode mais.
Havia entrado mordido contra o Corinthians e, mordido, fez 2 a 1 de virada.

Espera-se um Inter assim, mordido e mordedor, nas suas duas partidas restantes, o Fluminense lá e o Cruzeiro aqui.