Porque votar não
Aproxima-se a assembléia geral dos sócios colorados para a reforma do estatuto.
Como ex-conselheiro, cargo a que renunciei no dia 9.06.2014 perante meus colegas de Conselho em protesto à condução da sua Presidência quanto ao processo de reforma do estatuto, venho recomendar o voto NÃO.
Não, porque uma lei deve refletir a vontade da sociedade e para isso, precisa ser amplamente debatida entre os seus mais variados setores.
Não, porque a força da democracia reside, basicamente, no respeito as suas instituições, e, no caso, foi solapado o direito-dever de os conselheiros debaterem e proporem alterações ao projeto de estatuto. Da mesma forma, o direito dos associados em apresentar emendas foi afastado sob a promessa de que em até um ano o estatuto será revisto.
Não, porque se ao conselheiro é retirado o dever de opinar sobre a lei máxima do clube, o seu papel perde completamente o significado.
Não, porque durante as votações no âmbito da própria comissão que revisou o estatuto SEMPRE foi dito que os casos polêmicos seriam submetidos aos demais conselheiros, restando quebrado este acordo político EXCLUSIVAMENTE pela presidência do Conselho, que fez tábua rasa do consenso estabelecido entre os partícipes da referida comissão.
Não, porque até hoje não há uma regra clara sobre como a alteração será feita, isso para a própria assembléia geral convocada antes de o Conselho decidir sobre como a mesma seria realizada, a demonstrar que a opinião dos conselheiros e nada tem o mesmo significado.
Não, porque o respeito aos princípios do processo legislativo é garantia de possibilidade do surgimento de uma norma sem vícios formais e, portanto, com muito menos chances de ser questionada em qualquer instância.
Não, porque foi desrespeitado o procedimento previsto no próprio estatuto do Clube para a sua alteração, o que é imposto pelo novo Código Civil.
Não, porque não entendo a pressa em alterar a Constituição do clube, em ano eleitoral.
Não, porque a indicação da comissão de conselheiros que elaborou a proposta de estatuto partiu do Presidente do Conselho (que também indicou os membros da Comissão Eleitoral que vai decidir sobre a aplicação das novas regras na eleição de dezembro) é o mais perigoso de todos os precedentes, a indicar domínio político não de um grupo, mas a concentração de poder em apenas uma pessoa.
Não, porque a rejeição à proposta não causará prejuízo algum ao funcionamento do clube, em qualquer área que se possa imaginar, servindo, apenas, para acirrar os ânimos entre as correntes de atuação no Conselho e fora dele, de forma a aproximar a política do Internacional a exemplo negativo de agremiação muito próxima que, em hipótese alguma, deveria ser seguido, mas do qual, sob a luminar condução do processo pela atual Presidência do Conselho Deliberativo, nos aproximamos velozmente.
Não, finalmente, porque o estatuto que se formar a partir da ampla participação dos conselheiros e associados trará melhores condições para que todos aqueles que têm como único interesse a grandeza do Sport Club Internacional possam conviver de forma mais tolerante e harmoniosa, exatamente o ambiente que permitiu ao clube se tornar o verdadeiro Campeão de Tudo.
Ary Marimon Filho / Movimento Inter Grande
Aproxima-se a assembléia geral dos sócios colorados para a reforma do estatuto.
Como ex-conselheiro, cargo a que renunciei no dia 9.06.2014 perante meus colegas de Conselho em protesto à condução da sua Presidência quanto ao processo de reforma do estatuto, venho recomendar o voto NÃO.
Não, porque uma lei deve refletir a vontade da sociedade e para isso, precisa ser amplamente debatida entre os seus mais variados setores.
Não, porque a força da democracia reside, basicamente, no respeito as suas instituições, e, no caso, foi solapado o direito-dever de os conselheiros debaterem e proporem alterações ao projeto de estatuto. Da mesma forma, o direito dos associados em apresentar emendas foi afastado sob a promessa de que em até um ano o estatuto será revisto.
Não, porque se ao conselheiro é retirado o dever de opinar sobre a lei máxima do clube, o seu papel perde completamente o significado.
Não, porque durante as votações no âmbito da própria comissão que revisou o estatuto SEMPRE foi dito que os casos polêmicos seriam submetidos aos demais conselheiros, restando quebrado este acordo político EXCLUSIVAMENTE pela presidência do Conselho, que fez tábua rasa do consenso estabelecido entre os partícipes da referida comissão.
Não, porque até hoje não há uma regra clara sobre como a alteração será feita, isso para a própria assembléia geral convocada antes de o Conselho decidir sobre como a mesma seria realizada, a demonstrar que a opinião dos conselheiros e nada tem o mesmo significado.
Não, porque o respeito aos princípios do processo legislativo é garantia de possibilidade do surgimento de uma norma sem vícios formais e, portanto, com muito menos chances de ser questionada em qualquer instância.
Não, porque foi desrespeitado o procedimento previsto no próprio estatuto do Clube para a sua alteração, o que é imposto pelo novo Código Civil.
Não, porque não entendo a pressa em alterar a Constituição do clube, em ano eleitoral.
Não, porque a indicação da comissão de conselheiros que elaborou a proposta de estatuto partiu do Presidente do Conselho (que também indicou os membros da Comissão Eleitoral que vai decidir sobre a aplicação das novas regras na eleição de dezembro) é o mais perigoso de todos os precedentes, a indicar domínio político não de um grupo, mas a concentração de poder em apenas uma pessoa.
Não, porque a rejeição à proposta não causará prejuízo algum ao funcionamento do clube, em qualquer área que se possa imaginar, servindo, apenas, para acirrar os ânimos entre as correntes de atuação no Conselho e fora dele, de forma a aproximar a política do Internacional a exemplo negativo de agremiação muito próxima que, em hipótese alguma, deveria ser seguido, mas do qual, sob a luminar condução do processo pela atual Presidência do Conselho Deliberativo, nos aproximamos velozmente.
Não, finalmente, porque o estatuto que se formar a partir da ampla participação dos conselheiros e associados trará melhores condições para que todos aqueles que têm como único interesse a grandeza do Sport Club Internacional possam conviver de forma mais tolerante e harmoniosa, exatamente o ambiente que permitiu ao clube se tornar o verdadeiro Campeão de Tudo.
