PRESIDENTE DO CD AVALIARÁ CASO ISL
O presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, Raul Régis de Freitas Lima, disse que irá decidir sobre o caso Guerreiro depois de avaliá-lo. Ele só tomou conhecimento agora pela imprensa, diga-se através deste blogue. A notícia como consta no site do Grêmio. Trecho: "Foram necessárias duas votações nominais para que os conselheiros reunidos nesta segunda-feira (13/8), durante convocação extraordinária, aprovassem o arquivamento do relatório da Comissão de Ética que tratariam da exclusão dos ex-dirigentes, José Alberto Machado Guerreiro e Martinho Clóvis de Camelo Faria. O parecer não foi lido, ficando para a Justiça Comum a decisão final sobre o futuro dos dois conselheiros já que, segundo o estatuto, é automática a exclusão do sócio que for condenado judicialmente". Martinho Faria já deixou o CD. O caso terminou. Transitou em julgado.
Trecho da decisão de uma ação que teve como agravante José Guerreiro e agravado o Ministério Público do RS: " Com efeito, em que pese a condenação do agravante, foi declarada extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva, restando evidenciada a falta de interesse na interposição do recurso especial."
Lembrando entrevista com o ex-presidente Guerreiro realizada domingo: "Eu estranho muito esta notícia neste momento. Há mais de um ano que o caso enrerrou. A reabertura iria contraria uma decisão do Conselho Deliberativo, que me parece ser soberano. Quando não houve a leitura do parecer da Comissão de Ética, e, portanto, não houve a votação, fato que foi contrário ao que eu queria, ficou decidido ali que valeria a decisão da Justiça e, segundo meus advogados, o caso transitou em julgado como se não tivesse existido. Fiquei dois anos sem ir ao Grêmio. Fui ao enterro do filho do doutor Raul Régis, Ricardo, não por uma questão de gremismo, mas de cidadão, e da morte de Rochinha, um homem que se doou ao clube. Por outro lado, o Conselho Deliberativo de hoje sobreu muitas mudanças, com trocas de nomes. Não é o Conselho Deliberativo daquela época. Minhas contas foram aprovas, as contas de quatro anos, com apenas um o voto contra, me parece. Será que vão discutir isto tudo outra vez?"
Perguntei a José Alberto Guerreiro qual seria sua decisão se o caso for reaberto: deixar prosseguir, contratar um advogado para fazer a sua defesa ou pedir a exclusão do Conselho do Grêmio: "Confesso que não sei o que dizer. Para mim este caso estava encerrado. Para mim o Conselho Deliberativo havia tomado uma decisão soberana." Perguntei se ele achava que a notícia poderia ter alguma ligação com a eleição presidencial: "Não sei. Estou desligado da vida política do Grêmio. Não sei se se há candidatos e, se há, quem seriam".
