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PROJETO DE CALENDÁRIO PARA O FUTEBOL BRASILEIRO
1. DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES DURANTE O ANO
1.1. Janeiro:
Pré-Temporada
1.2. Fevereiro até a metade de março ou fim de março:
Copa do Brasil – fase estadual
Libertadores – datas pré-determinadas
1.3. Duas últimas semanas de março:
Início dos Campeonatos Nacionais das várias séries
Continuação da Copa do Brasil – fase avançada
Libertadores – datas pré-determinadas
1.4. De março até o final de novembro:
Campeonatos Nacionais das várias séries
Copa do Brasil
Libertadores (até final do primeiro semestre)
Sul-Americana (segundo semestre)
Jogos da Seleção Brasileira
* Quando a Seleção Brasileira jogar as competições serão suspensas para não desfalcar os clubes de seus melhores jogadores e não depreciar o campeonato. Para isso é muito importante determinar a agenda de jogos de acordo com o Calendário-FIFA.
1.5. Dezembro: totalmente para Férias
CAMPEONATOS ESTADUAIS
A sugestão é para que os Campeonatos Estaduais sejam extintas. Na verdade, eles seriam “embutidos” dentro da nova fórmula para a Copa do Brasil.
Nesse caso, de fevereiro até a metade de março ou mesmo durante todo o março, seria jogada a Primeira Fase da Copa do Brasil, exclusivamente entre clubes do mesmo estado.
Ou seja: é como se fosse o campeonato estadual, apenas transformado em Copa do Brasil, pois a modalidade proposta não pode permitir uma competição longa em face da exigüidade de tempo.
Assim, tomando como exemplo o estado de São Paulo, podem ser propostas as seguintes diferentes fórmulas:
1) Participam tão somente os clubes da Primeira Divisão Paulista, enquanto os demais campeonatos, das séries mais inferiores, são disputados normalmente.
2) Participam todos os clubes da Primeira Divisão Paulista e um determinado número da Segunda – a ser fixado de acordo com a construção dos grupos.
3) Entretanto, qualquer modalidade que possa ser, ela pode ficar ao critério de cada federação, sempre em concordância com os números de clubes determinados pela CBF.
Repare-se que se 24 clubes paulistas forem incluídos, eles serão distribuídos em 6 (seis grupos) com 4 (quatro) integrantes em cada
um. Desse modo, serão dois jogos por rodada e por grupo, num total de 12 partidas para todos os seis grupos. Jogarão em turno e returno, resultando em três jogos para cada clube em cada turno, totalizando seis jogos.
Os campeões de cada grupo, em número de seis, serão os clubes que passarão para a Segunda Fase da Copa Brasil.
Os não-classificados, obviamente, logo em seguida, estarão começando suas atividades nas várias séries nacionais.
A Copa do Brasil avançará em suas etapas de março até o final do ano, conforme ela será estruturada em relação a todos os estados participantes estabelecendo-se a partir da Segunda Fase o cruzamento interestadual pelo sistema de “Mata-Mata”
CAMPEONATOS NACIONAIS
1. Série A – permanece como está.
2. Série B – muda totalmente, pois somos um país-continente. Se a Série A comporta vinte clubes, por que não uma Série B com o número de participantes, desdobrados em dois grupos: o Sudeste e o Nordeste.
3. Assim, o interesse será regionalizado, com maiores rendas e as viagens se tornarão bem mais curtas.
4. Ao final, os campeões e os vices do Sudeste e do Nordeste constituirão os quatro clubes promovidos para a Série A do ano
seguinte e com o importante detalhe que cada região sempre terá garantida a subida de dois de seus integrantes.
Ela passará a ser composta pelo somatório da s atuais Séris B e C.
Cada vez mais há equivalência de clubes nestas duas séries, lembrando que a C já comporta vários campeões brasileiros de campeonatos ou de Copa Brasil – Guarany de Campinas, Juventude etc.
A finalidade consiste em enobrecer a Série C, passando a valorizar mais os seus componentes, com muitos clubes tradicionais e de cidades importantes.
Essa mudança de status, sem dúvida nenhuma, representará a solidificação do futebol brasileiro, uma vez que os clubes da atual Série C ganharão mais fôlego em todos os aspectos, sobretudo o financeiro e o de movimentação de suas torcidas e respectivas comunidades.
Com isso, a atual Série D passará a ser a Nova Série C.
FÓRMULA DE DISPUTA DA NOVA SÉRIE B:
1. Composta por mais clubes, a saber:
1.1. Os vinte da Série B previsto para 2015, entre Ascenso e Descenso
1.2. Os vinte da Série C, entre Ascenso e Descenso
Serão 40 clubes distribuídos em 2 (dois) grupos de vinte clubes – Grupos Sudeste e Nordeste - que jogarão, em seus respectivos grupos, em turno e returno.
2. Os campeões e vices de cada grupo serão automaticamente promovidos para a Série A do ano seguinte.
3. Pode ser promovido um Quadrangular entre eles para apurarem o Campeão Geral da Série B.
4. Os quatro últimos colocados de cada grupo serão automaticamente rebaixados para a Nova Série C, abaixo proposta.
O GRANDE DETALHE É QUE COM ESSA FÓRMULA O SUDESTE E O NORDESTE TERÃO SEMPRE ASSEGURADOS DOIS REPRESENTANTES PARA SUBIREM PARA A SÉRIE A.
NOVA SÉRIE C NACIONAL
Passará a ser integrada por clubes que já desejavam participar da Série D nacional, ampliando-se o seu número para 60 ou mesmo 80.
O fato de ser redimensionada de D para a C é fator contributivo para melhor prestígio e consideração dos seus integrantes. Dá mais moral, eleva o conceito dos clubes e honra seus dirigentes e torcedores.
Quanto mais clubes na série mais inferior melhor para todos, especialmente considerando-se a questão sócio-econômica.
Esses clubes, ao invés de fecharem suas portas durante oito ou nove meses, limitando-se tão somente a disputar os certames estaduais, poderão manter atividades por tempo integral, o que reverterá em benefícios de milhares de pessoas. Muito mais empregos e muito menos desempregos. Desnecessário citar o universo de profissionais que terão condições de subsistência digna, sem ficar desamparados e à margem de condições de trabalho.
FÓRMULA PARA A NOVA SÉRIE C:
Essa competição só poderá ser efetivamente organizada a partir do momento em que se tiver o número certo e final dos clubes que quiserem se “inscrever”.
Será, em princípio, um campeonato por adesão. Assim que ele se firmar, ao longo dos anos, os critérios de adesão ou de inclusão poderão sofrer alterações, no sentido de seu beneficiamento, aproveitando-se para corrigir os “acidentes de percurso”. Em resumo: o aperfeiçoamento ideal virá com o tempo.
Em princípio, torna-se fundamental e imperativo a fixação do número de clubes – 60? 80? 100?
De qualquer maneira, a primeira fase será totalmente intra-estadual – ou seja, bem definindo – restrita a sua disputa para grupos do mesmo estado.
O número estará na dependência direta de quantos forem os clubes interessados em participar, pois o ingresso será amplamente facilitado, possibilitando que todos que queiram sejam aceitos.
A segunda fase será realizada de maneira inter-estadual,
como uma espécie de torneios, evitando-se o “Mata-Mata” que agregará de quatro a seis clubes por grupos, sempre respeitando a vizinhança regional.
Exemplo: O Rio Grande do Sul promove para a Segunda Fase dois ou três clubes, advindos da Primeira Fase que foi inteiramente estadual. Esses dois ou três clubes serão incluídos em triangulares ou quadrangulares com os dois estados mais próximos: Santa Catarina e Paraná.
E assim por diante, abrangendo todos os estados pelos critérios geográficos.
A Terceira Fase admitirá a passagem de um ou dois clubes de cada triangular ou quadrangular, agora enfeixando todos os clubes nacionais, já não mais por vizinhança regional.
Nesse caso, novos triangulares ou quadrangulares, cruzando, por exemplo, o primeiro colocado da Região Sul com o último da Região Nordeste e assim por diante.
A Quarta Fase terá a presença exclusiva dos campeões de cada triangular ou quadrangular.
A Quinta Fase será de “Mata-Mata”, assim se sucedendo as demais, conforme a necessidade tendo em vista o número de participantes.
O desfecho final será, obviamente, a apuração dos quatro clubes melhores classificados e que, por conseqüência, obterão o direito de subirem para a Nova Série B.