Hiltor Mombach

Quando Assis diz que está tudo OK, não está tudo OK.

Quando Assis diz que está tudo OK, não está tudo OK.

Destrinchando o imbróglio Ronaldinho.
O Grêmio cansou de Assis. Mas quer Ronaldinho. E Ronaldinho passa por Assis.
Quando Assis diz que está tudo OK, não está tudo OK.
Porque, logo depois, ele faz nova exigência.
Que os advogados correm para colocar no papel.
Na noite de quinta-feira, Assis teria feito a última exigência.
Que teria deixado Odone muito irritado.
A última não era a última, mas penúltima. Ou a antepenúltima.
Porque na sexta-feira haveria mais um pedido.
Ontem, enquanto funcionários de uma empresa de sonorização instalavam no gramado do estádio Olímpico caixas e aparelhagens destinadas à festa de apresentação de Ronaldinho Gaúcho, Assis exigia mais dinheiro. Para o Milan.
Milan que já liberou Ronaldinho para negociar e que, em tese, está fora do jogo. Pelo menos o Grêmio pensa assim.
A tarde de sexta, que seria de apresentação, terminou com os advogados redigindo mais uma cláusula. E com um constrangido Antônio Vicente Martins dando explicações. Vicente que vem tendo uma paciência de Jó. Com Assis e o caso todo.
Se Ronaldinho não fosse Ronaldinho, o Grêmio teria mandado o negócio às favas.