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Esta coluna não seria possível sem a colaboração do advogado e conselheiro gremista Gladimir Chiele, a quem agradeço. A Arena tinha um custo de construção previsto em torno de R$ 310 milhões em 2008, já que o financiamento calculado era de R$ 140 milhões, e este montante correspondia ao mínimo de 45% da obra. Corrigido, o valor acima bateria hoje nos R$ 427 milhões. Embora discutível, teria que ser somado o aditivo de R$ 65 milhões para a construção de uma subestação de alta tensão. Teríamos, arredondados, R$ 492 milhões como custo total da Arena.O valor levantado da área da Azenha em 2009 foi de R$ 74 milhões. Avaliação muito reduzida em relação ao potencial de construção. Não foi agregado o aumento dos índices construtivos (viabilizados exclusivamente pelo Grêmio). Portanto, a área não poderia valer menos do que R$ 130, R$ 140 milhões. A Arena recebeu incentivos fiscais da ordem de R$ 30 milhões. E, graças ao Grêmio, a OAS viu saltar o valor do Índice Construtivo na Azenha e no Humaitá. Soma aqui, diminui ali, custaria menos de R$ 300 milhões. Nota: no último balanço da Arena Porto-Alegrense, a OAS dá como repactuado o contrato com o Grêmio. Diz que a formalização dos aditivos depende “apenas da conclusão das condições firmadas entre as partes no que se refere a transferência da propriedade do imóvel Arena Grêmio com a propriedade dos imóveis da Azenha.”