Líderes do Campeonato Brasileiro por pontos ao lado do Vasco, Internacional e Atlético Mineiro realizam neste sábado o grande confronto da quinta rodada. Uma partida que deixaria mais de R$ 1 milhão líquido na bilheteria e que arrastaria grande público ao Beira-Rio.
Isto se os tempos fossem normais.
Não são.
O Inter pagará para jogar, assim como pagou diante do Santos, na vitória de 2 a 0.
Não apenas o Inter.
Todos os 20 participantes estão pagando para entrar em campo.
Alguns, quase R$ 200 mil por confronto.
Numa conta para baixo, os clubes gastaram R$ 1,95 milhão para jogar em apenas três rodadas, sendo que a primeira nem teve todas as partidas realizadas por causa da pandemia.
O prejuízo da quarta rodada, efetuada no meio da semana, ainda não aparece no site da CBF.
Pelo resultado da segunda e terceira rodadas é possível fazer uma projeção.
Com as 10 partidas sendo efetuadas, cada rodada apresentou um desembolso superior a R$ 700 mil.
O Brasileiro tem 38 rodadas.
Os grandes clubes têm poder financeiro para suportar o prejuízo, mas a ausência de público nos estádios atinge também os menores.
O Brasil de Pelotas, por exemplo, que está participando do Brasileiro da Série B, pagou R$ 15 mil para enfrentar o Oeste no Bento Freitas.
Acostumado a arrastar multidões ao Maracanã o Flamengo é talvez o clube que mais sofra com a pandemia e com o estádio vazio.
Em toda temporada passada, contando todos os torneios, faturou quase R$ 100 milhões apenas com a bilheteria. Este ano, pagou R$ 183 mil para enfrentar o Galo pela primeira rodada.
Prejuízo no bolso e em campo, pois perdeu por 1 a 0.
Se a média do Internacional for mantida, R$ 47 mil (arredondando) o clube pagará R$ 893 mil para jogar suas 19 partidas como mandante.
O Grêmio, R$ 1,2 milhão. O Flamengo, quase R$ 3,5 milhões.
Este não é o único nem o maior prejuízo dos clubes com a pandemia. Inter e Grêmio, por exemplo, viram diminuir a receita com o quatro social, hoje fundamental para manter os salários dos jogadores em dia.
Mas, enfim, é o que se tem para o momento.
Em breve recomeçará a Libertadores, interrompida na segunda rodada da fase de grupos, que dá para cada clube mandante um milhão de dólares.
E vem por aí a Copa do Brasil, que paga, e bem, por jogo.
São tempos de Coronavírus.
Primeira rodada R$
Fortaleza 0 x 2 Athletico-PR -75.131,32
Coritiba 0 x 1 Inter - 50.021,41
Sport 3 x 2 Ceará -8,40
Flamengo 0 x 1 Galo -183.311,10
Santos 1 x 1 Bragantino -56.361,25
Grêmio 1 x 0 Fluminense -67.390,18
Segunda rodada R$
Bragantino 1 x 1 Botafogo -48.673,11
Atlético-MG 3 x 2 Corinthians -91.311,8
Athletico-PR 2 x 1 Goiás -43.127,06
Atletico-GO 3 x 0 Flamengo -46.245,79
Bahia 1 x 0 Coritiba -64.755,84
Fluminense 1 x 1 Palmeiras - 192.188,00
Ceará 1 x 1 Grêmio- -69.536,67
São Paulo 1 x 0 Fortaleza -58.654,15
Inter 2 x 0 Santos -47.863,22
Vasco 2 x 0 Sport -79.490,11
Terceira rodada R$
Grêmio 0 x 0 Corinthians -57.694,32
Coritiba 0 x 1 Flamengo - 55.560,04
Palmeiras 1 x 1 Goiás -60.986,82
Atlético-MG 2 x 0 Ceará -96.170,57
Vasco x 1 São Paulo -89.429,39
Bahia 2 x 1 Bragantino -61.943,66
Fluminese 2 x 1 Inter - 186.210,06
Atletico-GO 1 x 1 Sport -43.169,16
Fortaleza 0 x 0 Botafogo -68.581,08
Santos 3 x 1 Athletico-PR - 62.648,32
