Hiltor Mombach

Quanto mais dinheiro entra, mais sai. Clubes de futebol são um ralo gigante

O dinheiro das bets, como o da TV, dos sócios e da venda de jogadores vai para o bolso de jogadores, comissões de empresários, intermediários, juros bancários...

Foto : Joel Santana/Pixabay/Divulgação

Os clubes assinaram manifesto contra a proibição de bets.
Alardeiam que a medida seria o fim do futebol.
O Clube dos 13 centralizou a venda dos direitos de transmissão de 1987 até 2011.
Eram R$ 700 milhões em 2006, R$ 1,6 bilhão em 2011 e foi crescendo...
O dinheiro da TV ajudou a aumentar as dívidas.
A exploração comercial do espaço principal da camisa no futebol brasileiro começou a se popularizar no início da década de 1980.
Em 2006 o Inter faturava R$ 11 milhões ano com o quadro social.
O orçamento deste ano prevê arrecadar R$ 107 milhões.
O Grêmio tem valores parecidos.
O dinheiro das bets, como o da TV, dos sócios e da venda de jogadores vai para o bolso de jogadores, comissões de empresários, intermediários, juros bancários...
Quanto mais entra, mais sai.
É um ralo gigante.
Em 2025, 19 dos 20 clubes da Série A tinha patrocínio de bets. Em 2026, o número caiu para 13.
O dinheiro das bets só ajuda a aumentar o abismo de receitas entre Grêmio e Inter e os times de São Paulo e Rio.
O Flamengo, por exemplo, recebe R$ 220 milhões por ano. O Corinthians, R$ 150 milhões.
Grêmio e o Internacional assinaram em fevereiro de 2025 um contrato de patrocínio máster com uma casa de apostas no valor de R$ 50 milhões por ano para cada clube. Os vínculos foram rompidos no final de 2025 e início de 2026 devido a atrasos. São R$ 170 milhões a menos do que o Flamengo.
Os impactos sociais das apostas, como vício, endividamento e efeitos sobre famílias provocou um movimento contra. Postagem: “Se um esporte depende do endividamento de famílias vulneráveis e de ser caminho pra lavagem de dinheiro do crime organizado, a gente falhou como Paixão Nacional”.