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O Emelec é um time do eternamente emergente futebol equatoriano. O Inter é um bicampeão da Libertadores, campeão Mundial/Fifa, detentor de tantas e tantas taças importantes, com uma folha de R$ 12 milhões/mês, 103 mil torcedores e integrante de um dos principais campeonato do planeta, o Brasileiro. Pois este Inter monta um retrancão, reabilita o famigerado esquema chama-derrota, fazendo do Emelec um time intergaláctico. Nem contra o Barcelona mostrou ter tanto medo. Jogando com 11 contra 10 por mais de 35min no segundo tempo leva um sufoco daqueles para resistir num heroico 1 a 1. Não dá mais para se analisar resultado pontualmente. Já há um contexto. O Inter fracassou contra o The Strongest, com a desculpa justa da altitude, e sofreu para ganhar da Universidad de Chile e do Emelec no Beira-Rio. Aqui, ganhou do Emelec com as calças na mão. Segundo os cálculos do matemático Tristão Garcia o Inter tem 66% de chance de seguir na Libertadores. Deve passar porque o grupo não é lá estas coisas. E depois? Com o que o time apresentou até aqui, não vai longe nos matas. Não apenas por isto: não há uma luz no fim do túnel. Aguirre não acertou a mão e não dá sinais de que vá acertar. Dias atrás perguntei para um dirigente colocado se não passava pela cabeça dele o filme de 2010. Resposta: “Sim, passa.”