Hiltor Mombach

Que Marin siga enfrentando o TST

A pior forma de solidão é o descaso do bonifrate. A verdade dura e cruel é esta: o ser humano aceita ir a reboque desde que as ordens partam do capo di tutti i capi, o chefe de todos os chefes. Marin é um arremedo de Ricardo Teixeira. Este brigava pela Fifa, contra Blatter e disputou com o ex-sogro os milhões da ISL;  Marin briga contra a Federação Gaúcha de Futebol,  Novelletto e sua disputa é por espaço na mídia.
Faço um parêntese acometido por uma lembrança de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades...” Rui Barbosa não pegou o tempo do dirigente paraquedista. O paraquedista é a nulidade terceirizada. A CBF caiu no colo de Marin e encontrou um parceiro deslumbrado pelo cargo. Não é recente a sua fascinação pelos holofotes. Como não é do ramo, distribuiu tarefas a quem imagina serem os seus pares. E seus pares estão em pé de guerra contra o Inter.
A pior forma de comando se dá sob manipulação. Marin desfundou a CBF para fundar a Confederação Paulista de Futebol. É refém dele mesmo e explico: ao confiar em parceiros paulistas, não desconfiou da armadilha da traição. Será desalojado por quem jura apoiá-lo. Até nisto Teixeira foi dez oceanos melhor: cometeu a autodesalojação. Torço para que Marin siga enfrentando o TST. Por tabela, acabará brigando com as esferas federais. Neste caso, acabará enxotado da CPF. Como Teixeira foi da CBF.