Por Antonio Carlos de Azambuja, p/Associação dos Gremistas Patrimoniais
Prezado Hiltor:
A propósito do post sobre os associados do Grêmio e o repasse de seus direitos do Olímpico para a Arena, constrangidamente relembro que ano passado, em maio, a Editora Fabris lançou um livro, de minha autoria, intitulado “Títulos patrimoniais e outras obrigações internas das associações sócio-desportivas”, onde retrato minudentemente o elenco dos referidos direitos, angariados conforme a data em que tais títulos foram adquiridos pelos investidores e na conformidade com o estabelecido nos estatutos respectivos, editados em 1932, 1948, 1963, 1970, 1983 e 2004/2006. È um trabalho vasto que abriga todas as categorias associativas (as oficiais) do clube, nesses oitenta anos (bem como contratações de cadeiras perpétuas e locadas) e apresenta as suas diferenças. Dificilmente vai se encontrar pesquisa mais precisa sobre o assunto. Há quadros comparativos completos , tanto no que respeita aos aspectos patrimoniais, quanto aos de frequência e, também, políticos. O livro, infelizmente, entrou no “Index” dos governos do Grêmio nestes dois anos, francamente arenistas convictos (embora politicamente adversários). Tudo porque o autor ousou efetuar críticas à forma. com que o mundo associativo do Grêmio foi ( e está sendo) tratado nesse empreendimento Arena. Enquanto isso, cometem-se atualmente absurdos como “cancelarem” tais títulos, em nome de dispositivos estatutários evidentemente inconstitucionais, os quais, na ocasião oportuna, serão atacados indubitavelmente, se soluções não forem encontradas de forma negociada. Que o laboratório jurídico do Grêmio seja feliz e não invente soluções para acomodar interesses outros que não o daqueles que construíram o seu patrimônio.
