Eu estava em Tóquio para a cobertura do Mundial de Clubes de 2006.
Havia assistido a um passeio do Barcelona sobre o América do México, 4 a 0, e a vitória magra e complicadíssima do Inter diante do Al-Ahly por 2 a 1.
Na véspera da final entre Inter e Barcelona encontrei dificuldade em escrever a coluna.
O que dizer?
Dar falsas esperanças ao torcedor colorado?
Optei por não ficar em cima do muro, mas agarrado ao muro.
O Inter era a zebra e zebras desfilam pelo futebol.
Lendo alguns companheiros sobre a decisão esbarrei uma frase curta de Juca Kfouri:
“Que vença o pior”.
Poucos esportes permitem igualdade entre desiguais, principalmente em mata-mata.
O futebol é um deles.
O torcedor sabe disto e, por isto, esgotou rapidamente os ingressos para o confronto desta noite no Beira-Rio entre Inter e Flamengo.
Como se sabe o time gaúcho perdeu por 1 a 0 no Maracanã e terá que ganhar para passar para as quartas da Libertadores.
Vitória por diferença de um gol leva para as penalidades.
Que seja a noite do Inter.
Que se cometa uma façanha!
