Abro com um trecho de uma crônica do mestre Armando Nogueira sobre a conquista da Copa do Mundo de 1970, no México, quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato e a Taça Jules Rimet.
"O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria."
E segue o magistral colhedor de palavras: “Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.
Na minha memória está lá, guardado, o apoio incondicional dos mexicanos ao selecionado Canarinho. Gosto de quem gosta de mim, se é que me faço entender.
A "ola", que tanto nos fascina, tornou-se popular durante a Copa do México de 1986.
“Que seas feliz, feliz / es todo lo que pido en nuestra despedida...” canta o ícone Miguel Aceves Mejía.
Que sejas feliz, México, no teu regresso da Rússia segunda-feira.
Fosse outro teu rival e torceria por ti.
Mas é o meu Brasil, meu Brasil brasileiro.
