Hiltor Mombach

Quem diria

Carlos Corrêa / Interino

Quem diria que o Grêmio chegaria à decisão da Recopa em um contexto afetado por resultados no glorioso Campeonato Gaúcho. Não há dúvida alguma - e precisaria ser um tanto quanto lelé da cabeça para supor o contrário - que o título da Recopa Sul-Americana é mais importante do que o do Gauchão. Na prática, afora a fracassada Primeira Liga, todos os títulos que o Grêmio disputará nesta temporada são mais importantes do que o regional. Só que ao largar tropeçando mais do que quem caminha pelas ruas esburacadas de Porto Alegre, o Tricolor colocou um peso sobre os ombros que ninguém imaginava no começo do ano. Estivesse, sei lá, em sexto lugar na classificação e as discussões seriam menores. No entanto, quando você joga oito rodadas em uma competição onde nenhuma das demais equipes se equipara em qualidade a sua e mesmo assim você corre risco de rebaixamento, alguma coisa está errada. Mas como taça no armário é a melhor receita para melhorar ambientes, se o Grêmio encerrar a noite desta quarta-feira como campeão da Recopa, tudo muda de figura, no Gauchão bastará não cair que tudo será minimizado e há um ganho em termos de tranquilidade até a estreia na Libertadores. Por outro lado, uma surpresa hoje à noite - e contra argentinos todo cuidado é pouco -, pode significar justamente o contrário. E aí, quem diria, o Grêmio teria uma crise para gerir dois meses após ser campeão da Libertadores da América.