Hiltor Mombach

RACHOU GERAL

RACHOU GERAL

Lembro uma campanha desencadeada pela Rede Globo em 2001 contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, dirigente brindado com um ’Globo repórter’, onde foi acusado de ter ’cometido os crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal, entre outras irregularidades, na sua gestão à frente da CBF. A reportagem, baseada em informações apuradas junto aos integrantes da CPI do Futebol, do Senado, fez pesadas denúncias contra o dirigente, que ainda teria utilizado o dinheiro da CBF para triplicar seu patrimônio pessoal’. O texto entre aspas foi retirado do Jornal do Brasil, que repercutiu o assunto.
Agora, Globo e Teixeira estavam de mãos dadas contra Fábio Koff. Indicaram Kleber Leite para concorrer contra Koff à presidência do Clube dos 13.
Koff concorreu contra Globo, Teixeira e Kleber Leite e ganhou. Ganhou por 12 a 8.
Doze presidentes de clubes mandaram seu recado: não são mandaletes. Entre eles, Duda Kroeff e Piffero.
Rachou o futebol brasileiro.
Daqui para frente, teremos Clube dos 13 x Globo e CBF.
Se os 12 clubes que não se vergaram até aqui continuarem firmes, ganhará o futebol.
Alguém me diz que Koff não é anjo.
Desnecessário o aviso: só de perneira até a virilha para transitar na alta espera do futebol.
Mas em 14 anos à frente do C13 jamais houve quem pudesse desabonar Koff e a entidade que comanda.
Não há arquivo contra Koff.
Também ouço que Koff ganha muito.
Não sei.
Sei que, com ele, os clubes, que ganhavam R$ 10 millhões por ano, hoje faturam R$ 600 milhões.
Sei também que quem o substituirá um dia ganhará o mesmo.
Como sei que entre Clube dos 13 e Globo não há agência de propaganda.
E que Kleber Leite é dono de uma agência de marketing.
Meu placar era 13 a 7 para Koff.
Errei por um.
Agradeço aos que, de dentro do C13, me mantiveram bem informado.