Hiltor Mombach

Racismo, Justiça e D’Ale

Em 2006, quando defendia o Juventude, Antônio Carlos Zago discutiu com o volante Jeovânio, negro, e apontou para a cor do próprio braço.
Foi punido por 120 dias e teve de ir ao fórum durante três anos. “Me arrependo para sempre do que fiz.
Tive de comparecer ao fórum. Quando tinha de viajar por 15 dias, eu tinha de comunicar minha ausência. Paguei ali mesmo. Paguei fora de campo e estou pagando até hoje” disse sete anos depois.
Zago será anunciado hoje novo treinador do Inter.
Vem da Serra, fornalha que já deu Tite, Felipão e Mano Menezes, entre outros.
O futuro presidente do Inter, Marcelo Medeiros, diz que Zago já pagou a pena que a sociedade exige.
O Inter aceita jogar a Série B, mas não aceita a acusação da CBF de que o clube teria falsificado documentos no caso Victor Ramos.
Vai até o fim desta pendenga.
Já está definido que a instituição não irá recorrer à Justiça Comum por temer a desfiliação pela Fifa.
Medeiros garante que ainda não falou com D’Alessandro.
Minha intuição diz que o Inter de 2017 é D’Ale e mais 10.
Fosse Medeiros o vice de futebol em fevereiro deste ano e o meio-campista não teria deixado o clube de forma alguma.
A juvenilização do Inter deu no que deu, em rebaixamento.