Hiltor Mombach

Ranço

Há um ranço escarrado contra Felipão. Alguém dirá que os 7 a 1 diante da Alemanha seguem provocando estrago. Sim e não

O Grêmio jantou o Flamengo em pleno Maracanã no domingo e eu fui provar a sobremesa na segunda-feira ouvindo os comentaristas do centro do país. 
Não fui tomado pela surpresa. “Renato trocou mal”, disse um. “A estratégia do Flamengo não deu certo”, disse outro. “Perder não é o fim do mundo” arrematou alguém.
A sobremesa não foi servida. Esperava me deleitar com açucarados elogios ao esquema vencedor, o do cascudo Felipão, que literalmente amarrou o milionário Flamengo. Vejam: Renato perdeu, porém Felipão não ganhou.
Há um ranço escarrado contra Felipão. Alguém dirá que os 7 a 1 diante da Alemanha seguem provocando estrago. Sim e não.
Vivemos num estado que despenca do mapa do Brasil. Já fomos separatistas. O mais parnasiano dos analistas de futebol atribuiu certa feita a Dunga o fracasso na Copa de 90. Rotulando o volante de brucutu pretendia rotular o estilo peleador do futebol gaúcho.
Quatro anos depois, propositalmente o parnasiano esqueceu de Dunga, um dos pilares da conquista do tetra. Dar crédito da Dunga seria voltar atrás enaltecendo o futebol brucutu.