Ranking absurdo
Em 2007 escrevi esta coluna.
RANKING
O Grêmio continua liderando o ranking da CBF com 1.978 pontos. Internacional é o oitavo com 1.803.
O ranking da CBF leva em conta a pontuação nos Brasileiros A, B e C e da Copa do Brasil. O Brasileiro da Série A dá 60 pontos ao campeão, 59 para o vice, e assim sucessivamente até o 20º colocado, que ganha 41. Na Copa do Brasil, o campeão soma 30 pontos; o vice, 20; eliminados na semifinal, 10; quem sair nas quartas, nas oitavas, na 2ª e na 1ª fase ganham 5, 3, 2 e 1, respectivamente.
O Grêmio, 6º no Brasileiro, somou 55 pontos. O Fluminense levou 57 pelo 4º lugar no Brasileiro e 30 pelo título da Copa do Brasil, 87 no total.
O Grêmio, assim como o Inter não disputou a Copa do Brasil. Logo, tal ranking é um tremendo equívoco. É um tremendo equívoco e a CBF insiste em mantê-lo. É tão insensato que o São Paulo encerra o ano com menos pontos do que o Figueirense.
REVISÃO I
O São Paulo, campeão do Brasileiro e melhor time do país, levou 60 pontos. Envolvido com a Libertadores, não disputou a Copa do Brasil. O Figueirense leva 48 pontos do Brasileiro e 20 pelo vice da Copa do Brasil. Total: 68.
REVISÃO II
Este ranking deve ser revisto. O Figueirense viu aumentados 20 pontos pelo vice da Copa do Brasil e o Grêmio não recebeu um pontinho pelo vice da Libertadores.
REVISÃO III
Estamos diante do absurdo dos absurdos. Sei, o ranking é nacional, mas é preciso que as equipes alijadas da Copa do Brasil recebam algum tipo de pontuação quando disputarem a Libertadores. É preciso que a CBF adote outro mecanismo de pontuação. Mais: deveria haver dois rankings, um do Brasileiro e outro da Copa do Brasil.
Toda vez que o Grêmio ou Inter estão numa Libertadores, não somam pontos.
E a dupla Gre-Nal gosta de Libertadores.
A CBF prometeu mudar o ranking.
Até hoje, nada.
